Final de evento tem boas histórias em Paris

Final de evento tem boas histórias em Paris

Muita gente vai embora depois do grande desfile da Louis Vuitton, que em geral se realiza no último dia da semana de Paris. Desta vez, quem saiu do circuito perdeu boas apresentações. E boas histórias, que muitas vezes acrescentam graça a roupas à primeira vista de poucos encantos.

Elie Saab: o estilista libanês, que já frequenta a passarela parisiense há quase 10 anos, é considerado como um sucessor do Valentino e um dos favoritos nos tapetes vermelhos. Nesta temporada, Elie trocou o excesso de longos e bordados por tailleurs de tweed lindinhos, de cinturas finas e saias justas, com debruns de couro preto, terninhos bem definidos. A modelagem dele tem algum segredo de corte, porque mesmo as modelos mais magrinhas ganham curvas insinuantes. No final, como não podia faltar para atender às famosas, vieram vários longos carregados de pedras e cristais, de mangas longas, justos no corpo, bem bonitos no gênero.


Talbot Runhof: esta é uma dupla alemã, de Munique, Johnny Talbot e Adrian Runhof. Ao som de Besame Mucho em várias gravações e ritmos diferentes, inspirados na personagem que Anne Bancroft personificou no filme Grandes Esperanças, mostraram calças flare com casaquinhos, vestidos soltos, vestidos ajustados, belas saias com repuxados do lado esquerdo, longos de veludo. Até aí, nada demais. O detalhe: tudo, verde! Escuro, claro, hera, carvalho, oliva, chartreuse, limão, e alguns paetês holográficos no final. Nem acreditei, uma coleção só de verdes, sem um azul royal. Eles vendem bem, estão na Harvey Nichols de Londres, na Neiman Marcus americana, em sites como o breuninger.com e unger-fashion.com.
Masha Ma: pela primeira vez em Paris, depois de três temporadas na semana de Londres. Se os alemães apostaram no verde, a Masha fez maravilhas em...branco! Saias longas, justas, com vestes e jaquetas Perfecto estilizadas, cheias de fechos dourados. As luvas de couro têm pedrarias aplicadas. Muito bom, o trabalho da Masha.
Lie Sang Bong fechou a semana com recortes de formas arredondadas, saias pregueadas, casacos curtos. No caso dele, não houve história ou roupa que tirasse a atenção do que fizeram com as modelos: pintaram os rostos delas de preto!

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